Como saber o que fazer da vida profissional em 3 passos

Escrito por Joice Rodrigues
Qual profissão seguir?

Se você não sabe o que fazer da sua vida profissional, mas por se preocupar com o futuro, está tentando descobrir, esse texto foi escrito com a intenção de te ajudar.

A verdade é que não há como fugir...

Em algum momento, precisamos iniciar a jornada profissional que irá definir onde, como e com quem passaremos grande parte do limitado tempo de vida que temos.

E por isso, você precisa sim refletir com cuidado antes de decidir qual será o caminho que irá seguir profissionalmente.

Afinal, além da necessidade financeira por trás do trabalho, há também o anseio emocional pelas recompensas que ele tende a proporcionar, como por exemplo, o desejo de ser reconhecido. Lembrado. Valorizado.

Portanto, seja você alguém que acabou de concluir o ensino médio ou um profissional de 30-40 anos de idade (ou mais) que está pensando em se reinventar...

Escolha agora um lugar tranquilo para ler, refletir e seguir as instruções desse artigo, pois é através dele que a tarefa de descobrir o que fazer da sua vida profissional será facilitada e quem sabe, finalmente concretizada.

PASSO #1 - IDENTIFICAR RECOMPENSAS PROFISSIONAIS

motivação profissional
"A motivação define pensamentos que guiam atitudes." --(Joice)

A primeira coisa a se fazer quando você não sabe qual caminho seguir profissionalmente é entender o mecanismo que movimenta as ações de todo o ser humano: a motivação.

E ao contrário do que gurus duvidosos fazem parecer, NÃO há nada de mágico nisso.

O "motivo para a ação" ou "Motivação" é um mecanismo prático e natural – fato este que de forma alguma reduz sua importância, já que a escolha de uma profissão deve ser feita considerando diferentes tipos de motivação.

Dentro do que podemos chamar de "campo motivacional humano", existem quatro necessidades fundamentais que motivam boa parte das pessoas – os "4 R's motivacionais":

  1. Recursos: aquisição de produtos e serviços.
  2. Relacionamentos: vínculo emocional com outras pessoas.
  3. Relevância: status, prestígio, reconhecimento.
  4. Reação: atividade, experiência, novidade.

E então, algum R parece mais interessante para você?

Pois é... embora todos eles estejam relacionados de alguma maneira, é normal que cada indíviduo favoreça um R em detrimento de outro.

Desse modo, o seu primeiro passo rumo à descoberta do que fazer profissionalmente é identificar quais serão os fatores motivacionais priorizados no momento da sua escolha profissional.

Uma lista baseada nas MINHAS prioridades pessoais, por exemplo, teria Recursos como principal interesse profissional, seguido de Reação (2), Relevância (3) e Relacionamentos (4).

Motivação Interna x Motivação Externa

Seres humanos são movidos a incentivos intrínsecos ou extrínsecos.

Recompensas Internas ou Intrínsecas são aquelas obtidas dentro do próprio indivíduo, como a satisfação em realizar determinadas atividades e o interesse natural por assuntos específicos (Reação).

Recompensas Externas ou Extrínsecas, são aquelas obtidas no mundo ao redor do indivíduo, como bens materiais e validação social (Recursos, Relacionamentos, Relevância).

E apesar de não haver nada de errado em gostar de receber recompensas externas (acredito que todos nós gostamos), depender exclusivamente delas para agir é bastante limitante, um vez que é difícil manter o trabalho duro quando tudo o que você tem é a esperança de alguma gratificação perdida no futuro.

A grande vantagem de sentir-se intrinsecamente motivado é o aumento da resistência ao fracasso, pois quando o anseio pela realização é mais forte do que os impactos causados pela frustração, desistir deixa de ser uma opção...

PASSO 2: RECONHECER O SEU POTENCIAL PROFISSIONAL

Como se encontrar profissionalmente?

Para escolher uma profissão que atenda os interesses e necessidades estabelecidos até o momento, você certamente precisará de mais autoconhecimento.

De acordo com a psicologia analítica de Carl Gustav Jungarquétipos são imagens ou símbolos armazenados no subconsciente coletivo, que representam um conjunto de valores, emoções e comportamentos presentes em cada indivíduo.

Segundo Jung, todos nós possuímos mais de um arquétipo na construção da nossa personalidade, havendo sempre aquele que predomina perante os demais - um suposto "arquétipo dominante".

O conceito de arquétipos é bastante utilizado no marketing para a criação de estratégias adequadas na comunicação com o público-alvo de determinada marca.

Entretanto, aqui o utilizaremos somente como um ponto de partida para a sua longa jornada rumo ao autoconhecimento.

Os 12 Arquétipos de Jung e os 4 Impulsos Humanos

Confira abaixo a descrição geral de cada um dos 12 arquétipos identificados por Jung:

  1. O Inocente: otimista, tranquilo, esperançoso, emocional, simples, acomodado, paciente.
  2. O Cara Comum: igualitário, coletivista, valoriza o pertencimento.
  3. O Herói: corajoso, forte, idealista.
  4. O Cuidador: protetor, generoso, prestativo, emocional, acomodado, paciente.
  5. O Explorador: ambicioso, individualista, autêntico, inconformado, agitado.
  6. O Rebelde: revolucionário, autêntico, controlador, ousado, inconformado.
  7. O Amante: vaidoso, romântico, elegante, divertido.
  8. O Criador: criativo, inovador, visionário, sonhador, perfeccionista.
  9. O Bobo: divertido, espontâneo, brincalhão, alegre, sossegado, animado.
  10. O Sábio: curioso, estudioso, intelectual, racional.
  11. O Governante: controlador, autoritário, responsável, revolucionário.
  12. O Mágico: manipulador, visionário, carismático, inventor.

Os 12 arquétipos descritos pertencem a um conjunto denominado de "Quatro Orientações Cardeais", que são grupos divididos pelos impulsos humanos que se destacam em cada arquétipo. São eles:

  1. Risco e Maestria: mago, rebelde e herói.
  2. Independência e Realização Pessoal: inocente, explorador e sábio.
  3. Pertencimento e Dependência do Grupo: cara comum, bobo e amante.
  4. Controle e Estabilidade: cuidador, criador e governante.

Perceba que é possível possuir todos esses impulsos dependendo da situação presente, porém, em todos os casos há um que é mais intenso e evidente (semelhante ao caso dos arquétipos).

E então, com qual dos arquétipos você mais se identifica?

E quanto às orientações cardeais?

O segundo passo para se encontrar profissionalmente é refletir com calma e anotar quais são o arquétipo e a orientação cardeal que acredita serem dominantes em você.

Lembrando que as informações apresentadas se tratam apenas de um resumo rápido, sendo extremamente recomendado que você busque por mais informações sobre o assunto na internet.

PASSO 3: ENCONTRAR A SUA VOCAÇÃO PROFISSIONAL

vocação profissional
"A melhor escolha começa com a eliminação da pior opção." --(Joice)

O terceiro passo para finalmente saber o que fazer da sua vida profissional, é conhecer diferentes categorias de profissões, das mais diversas áreas de atuação, para identificar qual é o tipo de função compatível com o que você tem de melhor para oferecer – aquilo que entregará em troca do que deseja obter.

Entre os principais perfis profissionais no mundo atual, temos o:

  • Funcionário público: atuação em órgãos ou serviços públicos. Exemplo: procurador.
  • Funcionário privado: atuação em empresas, indústrias ou companhias privadas. Ex.: assistente de RH.
  • Profissional liberal: atuação com total liberdade sob registro de uma ordem ou conselho profissional. Ex.: dentista.
  • Autônomo ou freelancer: prestação de serviços sem vínculo empregatício. Ex.: encanador ou ilustrador.
  • Dono de negócio: proprietário de uma ou mais empresas. Ex.: Jeff Bezos.

E obviamente, lembre-se também de levar em conta os prós e contras de cada categoria profissional de acordo com os seus interesses, aptidões e limitações...

  • Motivação interna - trabalho não é hobby, mas pode ser interessante.
  • Inclinação natural - usar pontos fortes a seu favor pode acelerar o seu sucesso.
  • Realização pessoal - uma boa profissão é aquela que contribui para a concretização dos seus sonhos.

Prefere a tradicional renda mensal prevísivel com pagamentos fixos? Considere profissões que ofereçam vínculo empregatício.

Não quer se envolver com o Estado? Considere construir carreira no setor privado.

Acima de tudo, seja realista ao analisar a sua verdadeira intenção, pois só assim você poderá reconhecer a melhor opção.

Fazer o que amo ou amar o que faço?

"Nenhum plano sobrevive ao campo de batalha." --(Sun Tzu)

Apesar de a vida humana ser nitidamente um fluxo confuso de transformações contínuas originadas de eventos inesperados, o MEDO muitas vezes consegue nos enganar com aquele velho discurso de que "todos os erros são irreversíveis, todas as escolhas são decisivas e qualquer mudança repentina é presumivelmente negativa".

O fato é que não dá para contar com o poder da adivinhação, intuição ou achismo na escolha de uma profissão.

Pesquisar antes de decidir qual decisão tomar pode até diminuir as chances de você se decepcionar, mas sem vivenciar, você jamais saberá.

É como as boas mães costumam dizer para os filhos quando eles se negam a comer um alimento saudável por causa de sua aparência pouco atrativa: "Como você sabe o quão ruim pode ser algo que nunca experimentou? ".

Então, não tenha medo de se aventurar na "profissão errada" quando é plenamente possível que a certa sequer exista.